Aprendendo com Daniel a permanecer convicto da minha fé – Rayane Dias Marques

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INTRODUÇÃO

O versículo 3 no primeiro capítulo do livro de Daniel vai dispor sobre o pedido deste rei Nabucodonosor para que fossem levados para a Babilônia alguns dos filhos de Israel, da linhagem real e dos nobres, mancebos em quem não houvesse defeito algum. Estes deveriam ter habilidades para conviver dentro de uma nova cultura, deveriam ser ensinados na letra e na língua dos caldeus durante o período de três anos. Essa tratativa do Rei Nabucodonosor envolvia também comer a ração diária das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia. Dentre os que foram selecionados, estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Através do testemunho de Daniel e seus companheiros, temos muito a aprender sobre como permanecer convicto, seguros quanto à nossa fé.

DANIEL TEM CONVICÇÃO DA SUA IDENTIDADE

A primeira providência adotada a Daniel e aos demais jovens é a troca de seus nomes naquela nova cultura. Para que a educação ali fosse completa eles deveriam ter até a sua identidade mudada como uma forma de transferir a fidelidade que tinha ao seu Deus aos deuses da Babilônia. No entanto, Daniel não demonstra insatisfação quanto ao nome trocado naquele lugar. Daniel, muito embora esteja em terra de caldeus, cativo, ele tem convicção que permanece sendo o Daniel de Judá. Nós somos assediados cotidianamente a alterarmos a nossa identidade para agradarmos ao mundo. Que sejamos como Daniel. Estejamos convictos de quem somos em Deus. A nossa verdadeira identidade está segura nEle, por isso prossigamos firmemente, porque nada e ninguém pode alterá-la no Lugar onde está.

Se pensamentos sobre quem você é tem sido motivo de questionamentos para você nesse tempo, saiba que na Palavra de Deus você encontra todos os subsídios necessários para descobrir quem Deus te criou para ser. A Bíblia traz um efeito maravilhoso a quem se submete a cada conselho encontrado nEla. Mas precisamos investir tempo na Palavra de Deus, como diz A. W. Tozer 1:

Um remédio que fica na prateleira jamais curará alguém. Os alimentos que permanecerem na geladeira nunca saciarão quem tem fome. Um aquecedor desligado não conforta aquele que está frio. E a própria Bíblia , embora seja alimento, luz, calor e remédio para a alma, jamais poderá ajudar-nos se não meditarmos nela.

Daniel tinha firmeza quanto à religião que tinha, quantos aos princípios que possuía e os seus valores. Essa convicção era resultado de uma vida entregue aos princípios divinos, a Deus. A verdadeira convicção será mantida se continuarmos alimentando a nossa fé por meio da Palavra de Deus onde encontramos todos os princípios que devem reger a nossa vida.

DANIEL DECIDE NÃO SE CONTAMINAR

Daniel se posiciona contra a proposta que recebe. Mesmo sendo a determinação do Rei para aqueles jovens comerem a ração diária das finas iguarias da mesa real, Daniel é coerente com seus princípios e não coaduna, mesmo sendo a proposta mais tentadora. Não existe indicação de que havia algo física ou moralmente prejudicial na comida ou na bebida que seria ofertada a Daniel, mas este jovem sabia que no quesito cerimonial ou religioso, ele poderia ter problemas. Em resumo, Daniel compreendia que o propósito daquela proposta era o de afastá-lo de sua fé.

Quantas propostas chegam até nós querendo, de forma sorrateira, nos distanciar daquilo que acreditamos? Quantos são aqueles que ficam pelo caminho devido a uma proposta aparentemente boa, disfarçada de “bênção de Deus”, mas que não tiveram o completo discernimento de que aquilo os afastaria da Presença dEle? Discernimento espiritual eu só obtenho quando me relaciono intimamente com Deus através do Espírito Santo. David Yonggi Cho2 pontua que a bênção e o sucesso em nossa vida de fé estão em proporção direta à profundidade do companheirismo com o Espírito Santo. De fato, sem ter um propósito forte em nosso coração como Daniel mostrou ter, não conseguiremos exercer influência em nenhum lugar que formos. Essa certeza, essa decisão firme sobre o que queremos nós obtemos apenas quando juntos de Deus estamos e desfrutamos do Presente que recebemos: do doce Espírito Santo.

CONCLUSÃO

Daniel decidiu não se contaminar. Adotou uma postura diferente e no fim foi recompensado. Mesmo tendo sido levado cativo pelos babilônicos, ele conseguiu dar testemunho de seu profundo amor e respeito pelos preceitos divinos. Que Deus encontre em nós essa mesma disposição. Que no momento das propostas, Deus não nos livre delas, mas que possamos estar com o propósito forte no nosso coração, com a certeza da nossa fé para dizer não a todas que nos afastam dEle e que seja em todo o tempo glorificado o nome do Senhor em nós e através de nós.

REFERÊNCIA

1TOZER, A.W. Experimentando a Presença de Deus. Ensinamento da carta aos Hebreus. Rio de Janeiro: Graça editorial, 2015.
2CHO, David Yonggi. O Espírito Santo, meu companheiro: conheça melhor o Espírito Santo e seus dons. São Paulo: Editora Vida, 2007.

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